Nesta obra, Wender Gomes transforma memória em matéria viva – não como algo fixo ou fiel ao passado, mas como território em constante reinvenção. Seus poemas percorrem a infância, os deslocamentos, os afetos familiares e os lugares de origem, revelando que lembrar é também criar, distorcer e, sobretudo, resistir. Com uma escrita delicada e precisa, o autor nos conduz por paisagens internas onde o tempo não é linear e o sentimento antecede qualquer explicação. O que emerge dessas páginas não são apenas lembranças, mas fragmentos de identidade: aquilo que permanece no corpo, na linguagem e no silêncio. Entre rios, casas provisórias, cheiros que persistem e ausências que se tornam presença, este livro convida o leitor a reconhecer em si mesmo aquilo que insiste em ficar. Porque, no fim, não somos feitos apenas do que vivemos, mas do que escolhe permanecer em nós.
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